A Ciência em sua casa: experiências, desafios e vídeos

Publicado por Joaquim Forte

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Jogos, experiências científicas e desafios a pensar nas famílias em isolamento social neste tempo de pandemia. Programa está em prática desde 13 de abril

O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães continua a desenvolver atividades à distância. O programa Curtir Ciência em Casa inclui desafios, passatempos, curiosidades, histórias, experiências científicas e muito mais! Tudo para Curtir Ciência em Casa!

ATIVIDADES

Geólogos de Trazer por Casa

  • Coordenação: Daniel Ferreira

Um desafio para que miúdos e graúdos fotografem os elementos geológicos existentes em suas casas: o tampo do balcão da cozinha, as escadas, os pavimentos, os terraços… Depois é só enviar as fotos para que a equipa do Curtir Ciência identifique as rochas ou minerais (ou até fósseis). As fotografias serão publicadas nas redes sociais com referência aos seus autores.

Trilobite

O que são trilobites?
Pertencem ao grupo dos artrópodes, que viveram durante milhões de anos nos antigos oceanos. Vale a pena saber mais sobre o assunto com a Ciência Viva.

http://www.cienciaviva.pt/aprenderforadasaladeaula/index.asp?accao=showobj&id_obj=1555&fbclid=IwAR2Tx7_uQO4WaRkbXS-LuR-Tn8wEFivYX6Bc2G7pKe66xEB6h4Pio4J9NtA

Duas amostras de quartzo róseo

Quartzo róseo

Duas amostras do mesmo mineral – o quartzo róseo. Uma das amostras está polida enquanto a outra se encontra no seu estado natural. Podem saber mais sobre o quartzo seguindo o link:

https://services.cienciaviva.pt/recursos/v1/redirect/112/182

 

Exemplar de calcite

Não se trata de uma rocha, mas sim de um mineral, a calcite. Este mineral encontra-se presente nos calcários e pode ser encontrado em grutas.

Para mais informação: http://www.grutasmiradaire.com/pt/39/formacao-das-gras

 

Biodiversidade à Janela

  • Coordenação: Daniel Ferreira

Que sinais de vida (animais, plantas) conseguem observar a partir das janelas ou terraços lá de casa? Um desafio à partilha de fotografias por parte de quem está em casa.

Gaiteiro-azul (Calopteryx virgo)

As libelinhas estão compreendidas na ordem Odonata. Apesar de apresentarem algumas semelhanças com as libélulas, pertencem a uma diferente subordem – Zygoptera, uma vez que os dois pares de asas são semelhantes. Apresentam também um corpo bastante delgado o que lhes confere um aspeto delicado e frágil. Tal como as libélulas, dependem de habitats específicos como charcos temporários e outras massas de água. O macho da libelinha Calopteryx virgo apresenta uma tonalidade azul com reflexos metálicos, enquanto as fêmeas apresentam tons mais esverdeados.

Borboleta-limão

Borboleta-limão (Gonepteryx rhamni)

Quando fecha as asas simula uma folha verde. Este mecanismo de defesa permite que passe despercebida evitando assim os seus predadores. O seu nome comum deriva precisamente da sua tonalidade verde-limão. Pode ser observada na Primavera e no Verão, uma vez que se mantém inativa durante os meses mais frios em esconderijos naturais como por exemplo em grutas ou cavidades em troncos de árvores.

Melro-preto (Turdus merula)

É uma das espécies que mais facilmente podemos observar das nossas janelas. Isso diz bem da facilidade com que se adapta a meios urbanos, sendo por isso bastante comum nos nossos jardins e quintais. Os machos podem ser identificados pela sua plumagem completamente preta. Importante para a sua identificação dos machos é também a tonalidade alaranjada do seu bico e da aureola em torno dos olhos. Por sua vez, as fêmeas e os juvenis apresentam tons acastanhados com riscas ténues.

Andorinhão-preto: já o viram junto às muralhas de Guimarães?

Andorinhão-preto (Apus apus)

Apesar de se parecer com uma andorinha, esta espécie pode ser identificada pelo seu tamanho maior, tonalidade bastante escura em todo o corpo e asas em forma de foice. Os seus bandos, bastante ruidosos, dificilmente passam despercebidos junto à muralha de Guimarães, onde nidificam todos os anos. O andorinhão-preto é uma espécie estival, ou seja, apenas estão presentes no nosso território entre março e outubro.

Um rabirruivo-preto captado por Daniel Ferreira

Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros)

O Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros) também pode ser conhecido por pisco-ferreiro. É uma ave comum nas aldeias da zona norte de Portugal, mas também pode ser observado em meios urbanos. Os machos têm uma tonalidade negra, enquanto as fêmeas apresentam tons acastanhados. Ambos os sexos têm penas caudais avermelhadas, tornando a sua identificação fácil. Esta espécie nidifica, todos os anos, com sucesso no edifício do Curtir Ciência.

 

Cientistas de Trazer por Casa

  • Coordenação: Francisca Silva
https://ccvguimaraes.pt/cientistas-de-trazer-por-casa/

 

Problema da Semana

  • Coordenação: Júlio Borges

A Matemática não é um bicho de sete cabeças! Nem a geometria. Exigem muita concentração e exercício mental. Para Curtir Ciência em Casa, publicaremos na nossa página no Facebook problemas dos níveis Básico e Intermédio num desafio a quem está em casa. As soluções são publicadas aqui.

Básico

Solução Nível Básico

Intermédio

Solução Nível Intermédio

 

Laboratório na Cozinha

  • Coordenação: Cláudia Freixo

Atividades ligadas à gastronomia molecular, e a outras temáticas, que podem ser feitas em grupo, em casa.

Ilustradores em Casa

Pode ser um pormenor lá de casa ou algo saído da imaginação dos mais pequenos! Queremos mostrar que há muitos Ilustradores em Casa! Partilhem os vossos desenhos na página do Curtir Ciência ou por email: geral@ccvguimaraes.pt.

Amor-perfeito (Viola x wittrockiana)

A Cristina enviou-nos uma pintura em acrílico de Amores-perfeitos. A planta que origina estas vistosas flores pertence à família Violaceae e as variedades que existem hoje-em-dia resultam de vários cruzamentos seletivos. É uma das plantas que podemos encontrar com frequência nos nossos jardins.

Tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus)

O Vicente, de 10 anos de idade, de Guimarães, enviou-nos este desenho de um Tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus). Esta espécie tropical pode ser encontrada por exemplo no Brasil e caracteriza-se por apresentar um enorme bico, responsável por grande parte do seu volume corporal. Apesar de se alimentar principalmente de frutos, pode também alimentar-se de artrópodes e pequenos vertebrados.

A árvore preferida do Pedro, o autor
Coruja-de-óculos (Pulsatrix perspicillata)

Uma ave de óculos? É claro que esta coruja, que pode ser encontrada no continente americano, não usa óculos. Mas o seu nome – Coruja-de-óculos (Pulsatrix perspicillata) – deve-se às manchas que rodeiam os seus olhos e que fazem lembrar óculos.
O Lúcio, de oito anos, de Guimarães, enviou-nos esta pintura em aguarela desta bela ave de rapina. Obrigado, Lúcio!

 

Desafios

Propostas que fazem pensar. Sempre com a Ciência por base.

Qual é a resposta certa? O melhor é analisar bem cada imagem. Uma, duas, três vezes. E raciocinar. Conseguem?

Eis a solução:

E agora… a solução!

 

Sabia que…?

  • Por Ana Mota, Cláudia Freixo e Dionísio Gomes

Sabia que o nome CURTIR CIÊNCIA está relacionado com uma atividade centenária em Guimarães?

A palavra “curtir” tem um duplo significado. Um é uma clara apologia da brincadeira e da aprendizagem. O outro remete-nos para uma atividade que originou o aparecimento, junto ao rio de Couros, em Guimarães, de dezenas de indústrias de curtumes.

A Antiga Fábrica de Curtumes Âncora, onde se curtiam, surravam e secavam as peles, alberga um dos mais recentes Centros Ciência Viva do país. O Curtir Ciência envolve o Município de Guimarães, a UMinho e a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.

 

O Porquê das Coisas

Porque é que as folhas das árvores mudam de cor? Porque é que os alimentos cozem mais rápido na panela de pressão?

Não faltam questões aparentemente simples, familiares no nosso quotidiano, mas às quais nem sempre sabemos dar uma resposta fundamentada na Ciência.

  • Por Ana Francisca Mota
Agora verdes, depois amarelas… Porquê?

Quando chega o outono, as folhas das árvores apresentam uma tonalidade diferente. A cor verde que revestia a planta dá lugar a folhas de cor amarela, laranja, vermelha ou até mesmo castanha. Mas porque será que ocorre este fenómeno? Vamos começar por perceber porque é que as folhas são verdes.

A clorofila é uma molécula presente nos cloroplastos das folhas que absorve a luz do sol na zona do azul e do vermelho, fazendo com que seja emitida a cor verde. Como a clorofila não é uma molécula estável, é necessária a sua contínua produção por parte da planta. Para sintetizar clorofila, para além de sais minerais, a planta necessita de luz solar e calor.

Com a chegada do outono, os dias ficam mais pequenos o que diminui a quantidade de luz solar e de calor que a planta recebe. Paralelamente à diminuição da luz solar, forma-se na base da folha uma barreira que impede a passagem de água e sais minerais para a folha. Com a carência de nutrientes e redução de luz e calor, a clorofila deixa de ser produzida, e por consequência as folhas deixam de ser verdes. Devido à ausência da clorofila outros pigmentos mais estáveis começam a aparecer, como os carotenos, as xantofilas, as antocianinas e os taninos. São estes os pigmentos responsáveis pelas cores laranja, amarelo, vermelho e castanho, típicas das folhas das árvores no outono.

Este processo é bastante dependente da luz solar e da temperatura, por isso em cada região do nosso planeta as folhas, no outono, adquirem uma tonalidade diferente.

Referências (consultadas a 6 de maio)

Além deste programa de atividades à distância, o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães está envolvido na produção de viseiras de proteção, com uso das suas impressoras 3D. O material de proteção será oferecido a instituições de Guimarães que estão envolvidos nos grandes esforços de contenção da Covid-19.

Além disso, o Curtir Ciência assegura neste período o atendimento pelos meios habituais: telefone 253510830  email geral@ccvguimaraes.pt.

btt