A Ciência em casa: experiências, desafios, receitas e vídeos

Publicado por Joaquim Forte

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Jogos, experiências científicas e desafios a pensar nas crianças que esta semana permanecem em casa como forma de contenção da pandemia.

O Curtir Ciência em Casa inclui desafios, passatempos, curiosidades, histórias, experiências científicas e muito mais! Tudo para Curtir Ciência em Casa!

ATIVIDADES

Molécula da Semana

  • Coordenação: Ana Francisca Mota

Já todos ouvimos falar de moléculas. Já explicar o que são, é tarefa mais complicada! Para ajudar a conhecer melhor esta área, o Curtir Ciência dedica um espaço (ao sábado via Facebook) para explorar o mundo das moléculas. Na primeira sessão, a Ana Francisca Mota escolheu a molécula da água.

A ureia é um composto orgânico pertencente ao grupo das amidas. Neste grupo funcional, um átomo de carbono encontra-se diretamente ligado a um átomo de oxigénio e a um de nitrogénio. Na sua composição podem ser encontrados um grupo carbonilo (C=O) e dois grupos NH2, transformando a ureia numa diamida.

A ureia foi o primeiro composto orgânico a ser sintetizado em laboratório, pelo químico Friedrich Wöhler, através de um processo que ficou conhecido como síntese de Wöhler. O composto obtido tem a fórmula CH4N2O e é um sólido branco, cristalino. Devido à polaridade da sua molécula, é solúvel em água.

A ureia pode ser obtida biológica e industrialmente, sendo um dos principais produtos resultantes do metabolismo de proteínas no nosso organismo. A sua forma industrial é largamente usada na indústria agropecuária.

O benzeno é um hidrocarboneto aromático composto por 6 átomos de carbono e 6 átomos de hidrogénio, com a fórmula C6H6. À temperatura ambiente este composto é um líquido com um cheiro adocicado característico, que apresenta baixa solubilidade na água, devido à polaridade da molécula.

A molécula do benzeno estruturalmente assemelha-se a um hexágono, onde em cada vértice pode ser encontrado um átomo de carbono. Os carbonos do benzeno encontram-se ligados entre si por ligações duplas alternadas, o que faz com que esta molécula apresente duas estruturas de ressonância. Estas estruturas têm a mesma quantidade de energia, o que pode variar é a posição das duplas ligações existentes entre os carbonos.

O benzeno é usado na produção de detergentes, solventes, polímeros, entre outros. Contudo, devido à sua toxicidade, o seu manuseamento pode causar vários problemas de saúde ao ser humano, visto o benzeno ser cancerígeno e mutagénico.

A propan-2-ona, propanona, ou como a conhecemos no nosso quotidiano acetona, é uma molécula com a fórmula C3H6O. Esta molécula é composta por um metilo em cada extremidade, e por um grupo carbonilo (C=O), que sendo altamente polar torna a acetona um composto polar.

À temperatura ambiente a acetona é um líquido incolor, volátil e altamente inflamável, por isso não deve ser colocado perto de fontes de calor. Este líquido de odor característico, é solúvel em água e em outros solventes orgânicos.

A propanona pode ter origem natural ou industrial, e é usada essencialmente como solvente, na indústria alimentar, farmacêutica e de polímeros.

Os hidrocarbonetos são compostos orgânicos compostos por átomos de hidrogénio e carbono. A molécula desta semana é um dos hidrocarbonetos mais simples da química orgânica: vamos aprender mais sobre o metano.

O metano, cuja fórmula é CH4, é um hidrocarboneto alifático pertencente à classe dos alcanos. Este hidrocarboneto é um gás incolor, e a sua molécula apresenta geometria tetraédrica e é apolar, sendo por isso pouco solúvel em água.

O metano pode ser obtido de várias formas, o que faz com que seja libertado para a atmosfera em larga escala. Por isso, atualmente o metano é dos gás que mais contribui para o efeito de estufa, e consequentemente para o aquecimento global.

 

Biodiversidade à Janela

  • Coordenação: Daniel Ferreira

Que biodiversidade temos à nossa volta? Que sinais de vida (animais, plantas) podemos observar a partir das nossas janelas ou nas imediações das nossas casas? Um desafio à partilha de fotografias sobre biodiversidade.

Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
A gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) pode ser observada na linha de costa, no entanto, frequenta também outras áreas, como as zonas urbanas e aterros sanitários. O crescimento das suas populações poderá estar relacionado com a elevada disponibilidade de alimento. Pode ser facilmente observada, inclusivamente no centro de Guimarães, onde já foi confirmada a sua nidificação
Chamariz (Serinus serinus)
O seu canto nunca passa despercebido. Apesar do seu aspeto pequeno e rechonchudo, os machos cantam freneticamente, empoleirados no topo das árvores, ou em voo. Podem ser identificados pela sua tonalidade amarelada, com padrões fortemente riscados no dorso e flancos. É uma espécie residente no nosso país, podendo ser observado durante todo o ano.
Sardão (Timon lepidus)
O sardão, também conhecido por Lagarto-ocelado devido às manchas azuis presentes no seu flanco, é o maior lacertídeo existente em Portugal. Pode atingir 80 cm de comprimento. Os machos distinguem-se das fêmeas por possuírem uma cabeça consideravelmente mais larga e por terem o início da cauda mais largo. Consome sobretudo insetos, podendo ainda alimentar-se de caracóis, lesmas e até pequenos vertebrados.
Pintassilgo (Carduelis carduelis)
Uma das aves mais facilmente reconhecíveis, devido às suas cores vivas. Apresenta uma máscara vermelha que contrasta com o branco e preto da sua cabeça. As asas dispõem manchas amarelas que tornam a sua identificação em voo bastante fácil. É uma ave muito apreciada pelo seu canto que pode ser ouvido durante a primavera, enquanto se empoleira no alto das árvores, ou postes. Esta espécie está amplamente distribuída por todo o território, embora seja mais abundante no sul do país.

 

Ilustradores em Casa

Pode ser um pormenor lá de casa ou algo saído da imaginação dos mais pequenos! Queremos mostrar que há muitos Ilustradores em Casa! Partilhem os vossos desenhos na página do Curtir Ciência ou por email: geral@ccvguimaraes.pt.

Amor-perfeito (Viola x wittrockiana)

A Cristina enviou-nos uma pintura em acrílico de Amores-perfeitos. A planta que origina estas vistosas flores pertence à família Violaceae e as variedades que existem hoje-em-dia resultam de vários cruzamentos seletivos. É uma das plantas que podemos encontrar com frequência nos nossos jardins.

Tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus)

O Vicente, de 10 anos de idade, de Guimarães, enviou-nos este desenho de um Tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus). Esta espécie tropical pode ser encontrada por exemplo no Brasil e caracteriza-se por apresentar um enorme bico, responsável por grande parte do seu volume corporal. Apesar de se alimentar principalmente de frutos, pode também alimentar-se de artrópodes e pequenos vertebrados.

A árvore preferida do Pedro, o autor
Coruja-de-óculos (Pulsatrix perspicillata)

Uma ave de óculos? É claro que esta coruja, que pode ser encontrada no continente americano, não usa óculos. Mas o seu nome – Coruja-de-óculos (Pulsatrix perspicillata) – deve-se às manchas que rodeiam os seus olhos e que fazem lembrar óculos.
O Lúcio, de oito anos, de Guimarães, enviou-nos esta pintura em aguarela desta bela ave de rapina. Obrigado, Lúcio!

 

Desafios

Propostas que fazem pensar. Sempre com a Ciência por base.

Qual é a resposta certa? O melhor é analisar bem cada imagem. Uma, duas, três vezes. E raciocinar. Conseguem?

Eis a solução:

E agora… a solução!

 

Sabia que…?

Sabia que o nome CURTIR CIÊNCIA está relacionado com uma atividade centenária em Guimarães?

A palavra “curtir” tem um duplo significado. Um é uma clara apologia da brincadeira e da aprendizagem. O outro remete-nos para uma atividade que originou o aparecimento, junto ao rio de Couros, em Guimarães, de dezenas de indústrias de curtumes.

A Antiga Fábrica de Curtumes Âncora, onde se curtiam, surravam e secavam as peles, alberga um dos mais recentes Centros Ciência Viva do país. O Curtir Ciência envolve o Município de Guimarães, a UMinho e a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.

 

O Porquê das Coisas

Porque é que as folhas das árvores mudam de cor? Porque é que os alimentos cozem mais rápido na panela de pressão?

Não faltam questões aparentemente simples, familiares no nosso quotidiano, mas às quais nem sempre sabemos dar uma resposta fundamentada na Ciência.

Agora verdes, depois amarelas… Porquê?

Quando chega o outono, as folhas das árvores apresentam uma tonalidade diferente. A cor verde que revestia a planta dá lugar a folhas de cor amarela, laranja, vermelha ou até mesmo castanha. Mas porque será que ocorre este fenómeno? Vamos começar por perceber porque é que as folhas são verdes.

A clorofila é uma molécula presente nos cloroplastos das folhas que absorve a luz do sol na zona do azul e do vermelho, fazendo com que seja emitida a cor verde. Como a clorofila não é uma molécula estável, é necessária a sua contínua produção por parte da planta. Para sintetizar clorofila, para além de sais minerais, a planta necessita de luz solar e calor.

Com a chegada do outono, os dias ficam mais pequenos o que diminui a quantidade de luz solar e de calor que a planta recebe. Paralelamente à diminuição da luz solar, forma-se na base da folha uma barreira que impede a passagem de água e sais minerais para a folha. Com a carência de nutrientes e redução de luz e calor, a clorofila deixa de ser produzida, e por consequência as folhas deixam de ser verdes. Devido à ausência da clorofila outros pigmentos mais estáveis começam a aparecer, como os carotenos, as xantofilas, as antocianinas e os taninos. São estes os pigmentos responsáveis pelas cores laranja, amarelo, vermelho e castanho, típicas das folhas das árvores no outono.

Este processo é bastante dependente da luz solar e da temperatura, por isso em cada região do nosso planeta as folhas, no outono, adquirem uma tonalidade diferente.

btt