Curtir Ciência e Biodiversidade no Tanque com Vida

Publicado por Joaquim Forte

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O dia 13 de janeiro fica a marcar o primeiro passo de um novo projeto do Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães. Nesse dia iniciaram-se os trabalhos de limpeza com vista a criar um reservatório de biodiversidade num dos tanques da Antiga Fábrica de Curtumes Âncora (casa do Curtir Ciência). Muitos outros passos se seguirão até fevereiro, altura em que o projeto final será apresentado, mais concretamente, a 2 de fevereiro, como forma de assinalar o Dia Mundial das Zonas Húmidas. A origem deste dia prende-se com a criação da Convenção de Ramsar (Irão), referente à conservação e ao uso sustentável das zonas húmidas, a 2 de fevereiro de 1971. A data foi celebrada pela primeira vez em 1997.

Segundo a Convenção de Ramsar, entende-se por zonas húmidas as áreas de sapal, paul, turfeira, ou água, sejam naturais ou artificiais, permanentes ou temporários, com água que está estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda seis metros. Entre as vantagens destas águas encontram-se a filtragem das águas; garantia da biodiversidade; proteção das linhas de costa; atenuar os efeitos das alterações climáticas.

No caso do projeto do Curtir Ciência, a primeira fase consiste na limpeza do tanque, sem que daí resulte uma intervenção destruidora das características naturais associadas a um charco. Neste Tanque com Vida, o Curtir Ciência passará a realizar atividades relacionadas com a biodiversidade e proteção das espécies.

O edifício que alberga o Curtir Ciência está fortemente ligado a cursos de água, uma vez que é atravessado pela ribeira de Couros, cuja água era usada no processo de curtir e tratar peles. Desta forma, Sérgio Silva, diretor do Curtir Ciência, aponta a pertinência deste pequeno mas muito simbólico projeto que, por um lado, recupera um tanque associado à curtimenta, dando-lhe, por outro lado, uma função ligada à defesa da biodiversidade.

 

btt