Clubes (Curtir) Ciência Viva nas Escolas

Publicado por Paulo Pereira

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Guimarães regista nesta fase seis Clubes de Ciência apresentados por escolas básicas e secundárias. A nível nacional estão contabilizados 237 Clubes

“Nenhuma pessoa sabe o suficiente para fazer tudo sozinha”. Foi desta forma, evocando Mariano Gago (antigo ministro e principal impulsionador do projeto Ciência Viva), que Rosalia Vargas, presidente da Agência Nacional Ciência Viva, sintetizou o espírito subjacente ao lançamento da Rede de Clubes Ciência Viva nas Escolas.

A Presidente da Agência Nacional Ciência Viva falava em Braga, na Escola de Ciências da UMinho, na sessão de apresentação daquela Rede organizada pelo Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães e Planetário – Casa da Ciência de Braga, perante várias dezenas de professores, diretores de escolas, centros de investigação e outras entidades.

“Este é o primeiro dia do início de um grande projeto para a Ciência”, afirmou Rosalia Vargas, fazendo questão de salientar que a Rede de Clubes deve assentar no estabelecimento de parcerias entre as mais diversas entidades que se mostrem apostadas na promoção da Ciência.

Dirigidos a Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas, Escolas Profissionais e Estabelecimentos de Ensino Particulares e Cooperativos, os Clubes Ciência Viva na Escola são espaços de ciência abertos a toda a comunidade e têm como missão promover o acesso a práticas científicas inovadoras.

“Estão reunidas as condições para que este seja um projeto de sucesso”, vaticinou Sérgio Silva, Diretor do Curtir Ciência, referindo aos Clubes Ciência Viva nas Escolas como “um reforço da aposta das escolas na área das Ciências e nas atividades práticas, com a vantagem de poderem contar com apoios financeiros do Ministério da Educação”.

 

Além da UMinho, são muitas as entidades que se mostram recetivas ao estabelecimento de parcerias com as escolas para a viabilização e dinamização dos Clubes. O INL – Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia, o I3B´s, o Banco Português de Germoplasma Vegetal (uma das mais importantes reservas do mundo de sementes sediada há mais de 40 anos em Braga), a Escola Superior Agrária de Ponte de Lima e a Sociedade Martins Sarmento – são apenas algumas delas.

O projeto da Rede conta com uma dotação de dois milhões de euros por parte do Ministério da Educação para financiar, nesta fase, 237 clubes. Doze são de Guimarães, embora este número possa aumentar com o projeto em marcha assim que abra nova fase de candidaturas.

Na sessão de apresentação em Braga, a subdiretora da Direção Geral de Educação (DGE), Maria João Horta, referiu-se ao projeto como fundamental para “alavancar” os jovens para a aprendizagem e contribuir para alterar o modelo tradicional de sala de aula, fomentando a curiosidade e criatividade dos estudantes. Em linha, de resto, com as necessidades que se perspetivam para um futuro dominado por áreas das ciências e engenharias. “Atrair jovens para as profissões do futuro obriga a criar condições nas escolas e, acima de tudo, a apostar num modelo mais criativo de sala de aula” “, sublinhou aquela responsável da DGE.

Uma ideia partilhada por Ricardo Costa, Vereador que representou o Município de Guimarães na sessão de Braga, para quem é urgente “alterar mentalidades” e “mudar o modelo tradicional de sala de aulas”, apostando para o efeito nas novas tecnologias. “Não é aceitável que uma criança chegue à escola habituada a lidar com um tablet e tenha depois que lidar com livro em papel”, sublinhou.

btt