A inauguração

Publicado por Curtir Ciência

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O Centro Ciência Viva de Guimarães – Curtir Ciência (uma alusão direta à tradição dos curtumes) ocupa o espaço da antiga Fábrica Âncora, em frente à Loja dos Registos, na Zona de Couros. Inaugurado a 17 de dezembro de 2015, o equipamento conta com uma exposição permanente com cerca de duas dezenas de módulos de sete áreas do conhecimento. Depois de superado o desafio de reabilitar uma antiga fábrica de curtumes, o Ciência Viva de Guimarães foi inaugurado a 17 de dezembro, numa cerimónia que contou com a presença da Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo. Quase duas dezenas de módulos nas áreas da Robótica, Eletrónica e Instrumentação, Realidades Virtuais, Engenharia, Reciclagem, Arqueologia e História guiam os visitantes de todas as idades numa viagem vibrante pelo conhecimento.

Este é o 20.º Centro da Rede Ciência Viva e vem dar uma segunda vida a um ícone da tipologia construtiva de Couros. Um edifício que é um marco da arquitetura pré-industrial alberga agora um moderno centro de Ciência e Tecnologia, com exposições interativas para crianças e adultos. Este projeto, que representa um novo fôlego de conhecimento na Cidade Berço, é uma parceria entre a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, a Câmara Municipal de Guimarães e a Universidade do Minho.

Edifício com história devolvido às pessoas

A antiga Fábrica Âncora apresenta-se como um ícone da tipologia construtiva de Couros, sendo um edifício de referência. Em 1269, foi constituída em Guimarães a Confraria de Sapataris, que terá estado na origem, em 1315, da Irmandade de S. Crispim e S. Crispiniano, fundada pelos mestres sapateiros João Baião e Pero Baião, que dotaram logo a instituição de uma fonte de rendimento ao legarem uma poça de curtumes na Rua de Couros, com sete pias de pedra.

A zona foi densamente povoada, tendo outrora faltado muitas vezes casas para as famílias operárias. A importância que então ostentava a atividade dos curtumes persiste ainda hoje em manifestações culturais vimaranenses. É o caso da Peregrinação Anual à Penha, uma das maiores celebrações religiosas do concelho que teve origem numa iniciativa de curtidores e surradores.

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