Guimarães

UMA CIDADE DE ORIGEM MEDIEVAL

CASTELO DE GUIMARÃES

No século X a Condessa Mumadona Dias, após ter ficado viúva, manda construir na sua herdade de Vimaranes – hoje Guimarães – um Mosteiro. Os constantes ataques por parte dos mouros e normandos leva à necessidade de construir uma fortaleza para guarda e defesa dos monges e da comunidade cristã que viviam em seu redor. Surge assim o primitivo Castelo de Guimarães.

No século XII, com a formação do Condado Portucalense, vêm viver para Guimarães o Conde D.Henrique e D.Teresa que mandam realizar grandes obras no Castelo de forma a ampliá-lo e torná-lo mais forte.
Ligado a façanhas heróicas do período da fundação da nacionalidade como a Batalha de S.Mamede em 1128, razão porque é conhecido por Castelo da Fundação ou de S. Mamede, serviu ainda ao longo da sua história de palco a vários conflitos reais. Perdida que foi a sua função defensiva, o Castelo entra num processo de abandono e degradação progressiva até ao século XX, altura em que é declarado Monumento Nacional e são efectuadas obras de restauro.

Castelo Guimarães

PAÇO DOS DUQUES
DE BRAGANÇA

Majestosa casa senhorial do século XV, mandada edificar por D. Afonso – futuro Duque de Bragança, filho bastardo do Rei D. João I – a qual lhe serviu de residência e à sua segunda mulher, D.Constança de Noronha. Palácio de vastas dimensões, com coberturas de fortes vertentes e inúmeras chaminés cilíndricas que denotam a influência da arquitectura senhorial da Europa Setentrional.

O século XVI marca o início de abandono progressivo e consequente ruína que se agravaram até ao século XX. A reedificação do palácio começou em 1937 e prolongou-se até 1959, altura em que é aberto ao público e transformado em Museu cujo espólio é datado dos séculos XVII e XVIII. Faz parte do espólio do Museu a mostra de mobiliário português do período pós-descobertas, porcelanas da Companhia das Índias, alguns exemplares de armas brancas, de fogo e elementos de armaduras dos séculos XV a XIX. O edifício está classificado como Monumento Nacional.

IGREJA DA N. SR.ª DA OLIVEIRA

A Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, também referida como Igreja da Colegiada de Guimarães, localiza-se na freguesia de Oliveira do Castelo, no Centro Histórico de Guimarães, no distrito de Braga, em Portugal. É um dos mais significativos exemplares de arquitectura gótica no norte do país.
A ocupação do local tem origem num mosteiro pré-românico, fundado por Mumadona Dias em 949.

Para a proteção deste mosteiro foi erguida uma fortificação que antecedeu o atual Castelo de Guimarães.
No início do século XII, este mosteiro daria lugar à Colegiada de Santa Maria de Guimarães, uma das mais importantes e ricas instituições religiosas do país na Baixa Idade Média.
Em 1387, como cumprimento de um voto a Santa Maria, o próprio soberano financia a remodelação do edifício. As obras estariam concluídas na sua quase totalidade em 1401, tendo cessado os trabalhos em 1413.
Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 1910.

Igreja de Nossa Senhora da Oliveira

PeRcorrer todos os cantos

onde foram amanhadas as peles

SANTUÁRIO
DA PENHA

O Santuário da Penha, fica situado no Monte da Penha, em Guimarães.
A denominação correta seria Santuário de Nossa Senhora do Carmo da Penha, no entanto a expressão mais usual é Santuário de Nossa Senhora da Penha.
As obras tiveram início no dia 6 de Agosto de 1930, segundo o projecto do arquitecto Marques da Silva.

Obra construída quase toda em granito da região, com o objectivo de esta se integrar no ambiente que a rodeia. As suas linhas, modernas para altura, não seguem as formas tradicionais, sendo sempre linhas rectas, estando integrada no estilo “Art Deco” da década de 30.
Sofreu um incêndio em 13 de Fevereiro de 1939 que destruiu a imagem da Senhora da Conceição e a talha que formava e guarnecia o Altar-mor, atrasando desta forma a sua construção.
A inauguração foi em 14 de Setembro de 1947 sem a presença do arquitecto Marques da Silva falecido 3 meses antes.

CONVENTO DE
SANTA MARINHA
DA COSTA

Este local tem antigos vestígios de um templo pré-românico. No entanto, o convento foi fundado em 1154, pela rainha D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques, que o doou aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Em 1528 esta ordem religiosa foi substituída pelos monges de S. Jerónimo. A anteceder o templo existe um escadório da segunda metade do séc. XVIII, e, subindo-o, chegamos à igreja, de fachada rococó, em cujo interior existe um notável conjunto de esculturas religiosas. A abóbada da capela-mor, de estilo renascença é em granito.
O risco da caixa do órgão, balaustrada e oratório do coro, rococós, dourados e pintados numa imitação de mármore, são atribuídos a Frei José de Santo António Vilaça.

O cadeiral da capela-mor, de bela talha neo-clássica de meados do séc. XIX é atribuído ao italiano Luís Chiari enquanto que o cadeiral do coro dos finais do séc. XVIII, foi desenhado pelo arquitecto Carlos Cruz Amarante. Este edifício possui também azulejos de tapete (séc. XVII), e azulejos historiados que tornaram famosa a Varanda de Frei Jerónimo. A parte conventual, após um incêndio que a danificou profundamente, em 1951, sofreu um restauro e está actualmente transformada em Pousada.

LARGO DO TOURAL

Considerado hoje como o coração da cidade, era no século XVII um largo extramuros junto à principal porta da vila, onde se realizava a feira de gado bovino e outras de diversos produtos.

Em 1791 a Câmara aforou o terreno junto à muralha para edificação de prédios, que foram feitos mais tarde segundo planta vinda possivelmente de Lisboa, e determina-se assim, o início da transformação do Toural.
Na segunda metade do século é construído o Jardim Público, rodeado por um gradeamento de ferro, que abre em 1878. Para este espaço é criado um mobiliário urbano enquadrado na nova arquitectura do ferro: coreto, mictório, bancos e candeeiros.
Com a implantação da República o Jardim Público é transferido para outro local, sendo então colocada no centro do Toural a estátua de D. Afonso Henriques. Alguns anos depois esta vai para o Parque do Castelo e é substituída por uma vistosa Fonte Artística. Actualmente, resultado da intervenção realizada em 2011, regressou ao largo o Chafariz renascentista de três taças, originalmente colocado no Toural em 1583, e depois transferido para o Largo Martins Sarmento entre 1873 e 2011.

MUSEU ALBERTO SAMPAIO

O Museu de Alberto Sampaio foi criado em 1928 para albergar as colecções da extinta Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e de outras igrejas e conventos da região de Guimarães, então na posse do Estado.
Situa-se em pleno Centro Histórico, no exacto local onde, no século X, a condessa Mumadona instalou um mosteiro, à volta do qual foi surgindo o burgo vimaranense. Os espaços que ocupa pertenciam à Colegiada, e têm valor histórico e artístico: o claustro e as salas medievais que o envolvem, a antiga Casa do Priorado e a Casa do Cabido.

Apresenta importantes colecções de escultura (arquitectural, de vulto e tumulária), cobrindo os períodos medieval e renascentista e prolongando-se até ao século XVIII. A colecção de ourivesaria é das melhores do país: destacam-se o cálice românico de D. Sancho I, a imagem de Santa Maria de Guimarães (séc. XIII), as cruzes processionais, e o magnífico retábulo gótico de prata dourada representando a Natividade, de fins do século XIV.
É também de salientar a colecção de pintura, dos séculos XVI a XVIII;

Museu Alberto Sampaio
Museu Martins Sarmento

MUSEU
MARTINS SARMENTO

O Museu da Sociedade Martins Sarmento é um dos mais antigos museus arqueológicos portugueses. A sua primeira instalação data de 1885 e o seu núcleo central foi constituído com o espólio que pertenceu à colecção particular de Francisco Martins Sarmento, que o arqueólogo doou à instituição.

As suas secções arqueológicas distribuem-se por dependências do extinto Convento de S. Domingos (escadaria de S. Domingos e claustro gótico, ao qual, em finais do século XIX, foi sobreposto um segundo piso para funcionar como galeria do Museu). Mantendo, no essencial, a estrutura expositiva original, o Museu da SMS é também, uma memória única das concepções museológicas da transição do século XIX para o século XX. Por motivos de segurança, a Sociedade Martins Sarmento tem guardado, em cofre bancário, um conjunto de peças, nomeadamente objectos em ouro de grande valor patrimonial.

CENTRO CULTURAL
VILA FLOR

Concluído em Setembro de 2005, nasceu da recuperação do Palácio Vila Flor e espaços envolventes, uma obra do Gabinete Pitágoras.
O restauro promovido pela CM de Guimarães foi concedido por concurso público ao Gabinete Pitágoras arquitectos.
O novo edifício para o teatro, de grandes dimensões, conjuga-se com o oitocentista Palácio de estilo Barroco e os seus Jardins.

Inaugurado no dia 17 de Setembro de 2005 com o concerto dos Madredeus, o Centro Cultural Vila Flor tem um grande auditório com capacidade para cerca de 800 lugares e um pequeno auditório com 200 lugares. O novo edifício alberga ainda um restaurante, o Café Concerto e os serviços administrativos.
O restaurado Palácio, com uma área expositiva de cerca de 1000 metros quadrados, alberga também a sede da Assembleia Municipal.
Os recuperados Jardins do Centro Cultural Vila Flor receberam, em 2006, a Menção Honrosa na categoria Espaços Exteriores de Uso Público do Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista.

PLATAFORMA DAS ARTES

A Plataforma das Artes e da Criatividade é um projeto infraestrutural de transformação do Antigo Mercado de Guimarães num espaço multifuncional, dedicado à atividade artística, cultural e económico-social.
Este equipamento aloja uma série de valências e espaços dedicados a três grandes áreas programáticas:

  • O Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG);
  • Os Ateliers Emergentes
  • Os Laboratórios Criativos.

A área expositiva da Plataforma das Artes e da Criatividade recebe o nome do artista José de Guimarães, natural da cidade, que aí deposita um numeroso conjunto das mais importantes peças das três coleções que vem constituindo há cinquenta anos – Arte Tribal Africana, Arte Arqueológica Chinesa, Arte Pré-Colombiana e obras da autoria do próprio artista.
O Centro Internacional das Artes José de Guimarães é composto por 13 salas de exposição, uma loja, uma cafetaria, uma sala de conferências e uma black box.

CITÂNIA
DE BRITEIROS

As ruínas arqueológicas de Briteiros são uma prova extraordinária da existência de um importante povoado primitivo, de origem pré-romana, pertencente ao tipo geral dos chamados “castros” do noroeste de Portugal. Evidenciam nitidamente caracteres da cultura castreja, ainda que fortemente romanizados no começo da era cristã.

Martins Sarmento, etnólogo e arqueólogo célebre, nascido em Guimarães em 1833, ocupou-se do estudo científico destas ruínas.
As numerosas construções, oferecem pistas impressionantes e muito objectivas para o conhecimento daquelas gentes tão remotas, alcandoradas no cimo dos montes e mesmo assim protegidas por várias cinturas de muralhas, cujos extensos panos ainda hoje se podem admirar.
O espólio arqueológico destas ruínas encontra-se exposto, em Guimarães, no Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento.

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